porEdificando Um Novo Lar

Pra Iara Diniz traz palavra desafiadora às mulheres: “É hora de amadurecer”

Neste ano, o Chá de Outono, realizando pelo Ministério Edificando um novo lar reuniu cerca de 100 mulheres para ouvir da líder do ministério, Pra Iara Diniz, uma palavra de Deus para o coração delas.

O texto base para a ministração foi 1 Coríntios 13:11 Paulo diz: “Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. O tema: maturidade espiritual e emocional.

Segundo o dicionário a palavra meninice significa idade ou qualidade de quem é menino, criancice e infantilidade. Já maturidade significa perfeição, estabilidade afetiva de um indivíduo, prudência, excelência.

Em Filipenses 3:12 Paulo fala: “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus”. Paulo fala sobre a maturidade espiritual, aquilo que podemos ainda viver em Cristo.

Paulo fala da morte do eu, de estar com o eu completamente submetido à vontade de Deus. Passamos por vários estágios na vida e não podemos deixar de buscar esta maturidade em casa passo que damos. Maturidade espiritual não depende de idade.

Estamos vivendo um tempo em que mais do que nunca as pessoas precisam ver Jesus em nós. É preciso que as mulheres (no caso) busquem esta maturidade. Deus nos alerta em todo o tempo que chegou a hora de amadurecer Nele.

Algumas evidências de maturidade espiritual:

1)      Passamos a revelar a sabedoria que vem de Deus e nos tornamos agentes transformadores. Em 1Coríntios 3:18 temos: “Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio”. Pra Iara cita também o Sermão da Montanha, em Mateus 5, precisamos entender que a sabedoria de Deus é loucura para este mundo e que em todo o tempo estaremos nadando contra a maré. O Sermão da Montanha traz conselhos de Jesus que iam completamente contra o que as pessoas pensavam na época e ainda causa muita discordância hoje. A sabedoria que devemos carregar e que vai refletir em nossas ações é loucura para este mundo.

2)      Avançamos no nível da oração: Quando somos crianças em Deus, gastamos tempo de oração, nos concentramos muito naquilo que Deus pode nos dar. Não que seja errado pedir, em João 3:27 temos “O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu”. No entanto, quando amadurecemos em Deus, passamos a orar “o que eu posso lhe oferecer Senhor, como posso ser usada (o) para cumprir Teu propósito, os Teus planos”. Tiramos os olhos de nós mesmos e colocamos os olhos nas causas de Deus, na vontade Dele. E com isso, passamos a ter mais prazer na oração, no tempo de oração, no tempo a sós com Deus.

3)      Crescemos na intimidade com o Senhor: Deus passa a falar conosco e a nos revelar Teus segredos. Ficamos mais sensíveis à voz do Espírito Santo de Deus.

4)      Passamos a ter uma nova capacidade de amar, como em 1 Cortíntios 13: Passamos a ter uma nova relação com o outro. Passamos a ter a compaixão que Deus tem.

5)      Mais prazer no Senhor e nas coisas Dele do que nas coisas do mundo: Quando isso acontece o próprio Senhor tem prazer em nos dar, nos abençoar. Isso significa alinhar nossa vida com o real projeto de Deus. Quando não alinhamos nossos projetos aos de Deus, isso se torna peso para nós. Meditar em Colossenses 3.

6)      Passamos a contar nossas próprias experiências: falamos mais do que Deus opera em nossas vidas, testemunhos, milagres. Deixamos de contar experiências dos outros e passamos a ser um testemunho vivo.

7)      Passamos a viver uma vida conforme a vontade de Deus: Vivemos como em Gálatas 5:16 (“Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”). Passamos caminhar firmemente nos caminhos e planos do Senhor.

Em Galátas 5:19-21, Paulo fala sobre o que nossa alma busca, sobre as obras da carne. Quando deixamos que os desejos de nossa alma controlem nossa vida, vivemos de forma imatura no âmbito emocional. A maturidade emocional só vem com a maturidade espiritual. É preciso avançar em Deus para que possamos “vencer” a nossa alma.

Mulheres imaturas emocionalmente brigam sem motivo, estão em todo o tempo gritando e ofendendo as pessoas. Elas têm atitude agressiva em todo o tempo.

As mulheres não têm dado conta de ser esposa, profissional, dona de casa, mãe e serva de Deus por falta de maturidade emocional. Pra Iara conta que quando ela era jovem, as mulheres davam conta de mais atividades. Ela percebe que hoje a imaturidade emocional é tão grande entre as mulheres que elas não suportam as responsabilidades.

A murmuração é uma evidência clara da imaturidade emocional e espiritual. Aquilo que ocupa a nossa boca mostra bem como somos. Se gastamos tempo falando dos outros, envolvidas em fofocas, reclamando das dificuldades, amaldiçoando a nossa vida e a dos outros, refletimos aí nossa profunda imaturidade.

Precisamos falar mais de nós e das coisas que Deus tem operado em nós. Devemos proferir a Palavra em todo o tempo e focarmos em Deus. A maturidade emocional nos ajuda a falar de nós sem orgulho ou soberba, conseguimos falar de nossas dificuldades, conseguimos pedir ajuda.

Ciúmes, discussões, insubmissão são algumas evidências de mulheres imaturas. E para finalizar a Pra Iara fala sobre a manipulação que tem sido a maior falha das mulheres. Em 1Reis 21 vemos o momento em que Acabe se entristece porque não consegue comprar uma vinha que tanto queria. Jezabel, a manipuladora, arma e dá a vinha para ele. Quando manipulamos nosso esposo com cara feia, greve de fome, greve de sexo, manha, estamos agindo como Jezabel e deixando que este espírito nos guie. A manipulação inverte os papéis em casa e também cria um ambiente completamente impróprio para uma vida saudável.

“É preciso se render ao Senhor, buscar a maturidade espiritual para que com a ajuda de Deus possamos vencer nossas dificuldades emocionais e assim “crescer”. Avançando para Deus permitimos que nossa alma se submeta às vontades Dele e somente assim poderemos ser pessoas melhores e alinhadas àquilo que Deus tem para nós neste mundo”, finalizou Pra Iara.

porEdificando Um Novo Lar

África do Sul – E o Senhor novamente fez grande obra….

Fizemos uma excelente viagem e tudo correu bem, graças a Deus. No dia seguinte à nossa chegada iniciamos a ministração para um grupo de casais. Foram três ministrações: Comunicação, Conflitos e Perdão. Deus agiu de forma preciosa e os irmãos foram tocados pelo doce Espírito Santo de Deus.

Uma experiência marcante aconteceu com um médico e sua esposa que nos procuraram para pedir oração. Na ocasião eles nos disseram que o médico era alcoólatra, apesar de convertido há bastante tempo, e desde dezembro de 2010 está internado numa clínica para tratamento. Ele dorme lá todas as noites, sai pela manhã e vai para casa. Ali toma café com os filhos e a esposa, leva-os para a escola, vai para o trabalho, busca as crianças na escola por volta de 16 horas e retorna à clínica às 18h para dormir. Isto tem mexido muito com toda a família. Este casal tem três filhos pequenos.

No domingo pela manhã esta esposa procurou a Iara e lhe disse que durante anos ela conservava uma amargura no coração e não conseguia perdoar (sul-africanos não são muito dados a abraços). Quando ela recebeu um abraço da Iara, sentiu o amor de Deus. “Não foi um abraço normal ou comum”, ela se sentiu amada por Deus. Disse que perdeu a mãe muito cedo e, naquele abraço ela também sentiu-se abraçada por uma mãe. Neste dia ela e o marido estavam completamente diferentes. Podíamos observar a alegria em seus rostos e ao final da reunião se despediram com uma gratidão a Deus pelo que Ele fez naquele dia e meio.

Orem por eles para que Deus fortaleça a esposa que tem enfrentado dificuldades neste tempo. Está muito só e precisa ser fortalecida. Orem pelo seu marido para que o Senhor continue fazendo a obra de forma definitiva.

A ministração no dia seguinte foi para um grupo de casais da Igreja Shofar, falando a respeito de Discipulado, Mentoria e da estrutura da Central Ministerial da Família. Tivemos a oportunidade de compartilhar o nosso modelo de trabalho e incentivá-los a fazer o mesmo. Existe um desejo muito grande por parte da liderança em iniciar uma atividade com os jovens, procurando prepará-los para o casamento. Eles já descobriram que “purificar a fonte” é a melhor alternativa, pois assim os novos lares serão edificados de maneira estruturada e sadia.

No dia seguinte Iara ministrou para um grupo de mulheres onde Deus operou de modo extraordinário. Foram momentos preciosos na presença do Senhor. Eu estive visitando uma igreja que tem um projeto muito bonito cujo objetivo é atender parte de uma comunidade onde moram aproximadamente 750 mil pessoas. Este projeto social visa não somente prover alimento para as pessoas, mas também treinar os membros desta comunidade para a vida profissional.

Mais tarde recebemos a visita do casal de líderes do Ministério da Família desta comunidade. Na ocasião tivemos a oportunidade de ouvi-los e orar com eles. À noite participamos de um maravilhoso jantar com um grupo de casais.

Iara ministrou também para um grupo de aproximadamente 300 jovens e Deus mais uma vez, de um modo muito lindo, pode falar aos seus corações. O povo sul-africano é travado para emoções, mas pudemos ver vários jovens se permitindo chorar na presença de Deus, tocados pela Palavra ministrada.

Agradecemos a todos que oraram em nosso favor para que o Senhor nos sustentasse nesta terra e nos usasse conforme o Seu querer e a Sua vontade.

Voltamos a Belo Horizonte com o sentimento de missão cumprida e com certa saudade. Ali podemos estar ao lado de irmãos preciosos e ver no coração deles a sede por mais de Deus. Estivemos ali como vasos na mão do Grande Oleiro para derramar na vida dos irmãos aquilo que Deus tem derramado em nossos corações aqui na nossa igreja.

Ore pela África do Sul. Pesquise na internet e conheça mais sobre os costumes e as necessidades daquele povo. Seja também um vaso e interceda por eles. Que a glória do Senhor seja derramada sobre os amados irmãos daquele país. E se for da vontade do Senhor, eis-nos aqui para retornar quantas vezes Ele desejar à amada África do Sul.

Em Cristo,

Ciro Eustáquio de Paula

porEdificando Um Novo Lar

Quando os Ventos Sopram Contra a Família

Compreenda como enfrentar as adversidades que vêm contra a sua família

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. (Jo 16.33.)

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rm 8.37-39.)

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha”. (Mt 7.24-25.)

“Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã”. (Sl 30.5.)

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Reconstruindo os Relacionamentos Através do Perdão

Descubra como o perdão liberta a alma para que todos vivam os sonhos de Deus

“Por favor, me perdoe”! “Eu te perdoo. Eu te amo”!

Perdoar é uma atitude do coração por meio da qual absolvemos e liberamos o nosso próximo de uma falta, ofensa ou dívida.

É preciso deixar o Espírito Santo gerar o perdão genuíno nos compartimentos mais profundos da alma.

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus, em Cristo, vos perdoou”. (Efésios 4.32.)

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mt 6.12.)

Quando não perdoamos ao nosso próximo, somos colocados nas mãos dos atormentadores, nas prisões espirituais e emocionais. Então, a alegria, a paz, o amor, o domínio próprio e tantas outras virtudes desaparecem da nossa vida.

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”. (Hb 12.14-15.)

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia”. (Ef 4.31.)

Perdoar é um ato de coragem. Perdoar é um ato de obediência à Palavra de Deus.

Perdão é um bálsamo que cura. Perdoar é um ato de amor. Perdão é um ato libertador.

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Crianças: Pequenos senhores, o que fazer?

Nesta semana uma orientação para os pais sobre como criar os filhos nos tempos de hoje sob a orientação da Palavra de Deus.

1. “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. (Pv 22.6.)

2. “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras”. (Sl 58.3.)

3. “Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se o que faz é puro e reto”. (Pv 20.11.)

4. “Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor”? (Mt 21.16.)

6. “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Pv 29.15.)

8. “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra”. (Pv 29.23.)

10. “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina”. (Pv 13.24.)

5. “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”. (Pv 22.15.)

7. “Não retires da criança a disciplina, pois se a fustigares com a vara, não morrerá”. (Pv 23.13.)

9. “Não retires da criança a disciplina, pois se a fustigares com a vara, não morreras”. (Pv 23.13).

11. “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo”. (Ef 6.1.)

porEdificando Um Novo Lar

A Beleza da Intimidade Sexual

“É da vontade do Criador que o casal seja bem-sucedido nas suas relações íntimas” – Pra. Iara Diniz.

Por mais que tentemos, não conseguimos separar causa e efeito. Se a vida sexual do casal está equilibrada, as demais áreas prosseguem de maneira satisfatória. Por outro lado, se as coisas não vão bem na comunicação, nas finanças, na vida espiritual etc., sem dúvida nenhuma refletirão negativamente no relacionamento íntimo. Isso prova que não é possível separar uma coisa da outra. O casamento ideal é aquele que busca o equilíbrio, o aperfeiçoamento e o crescimento das relações como um todo. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou. (Gn 1.27.) Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom (Gn 1.31). Homem e mulher, com a atração natural que deve haver entre um e outro, são algo que Deus viu que era muito bom. O relacionamento sexual dentro do casamento é bonito, puro e agradável a Deus. É da vontade do Criador que o casal seja bem-sucedido nas suas relações íntimas.

Para isso, é preciso que se estabeleça um clima de respeito mútuo, consideração, valorização e uma comunicação bastante aberta em torno do assunto. Muitos casais apresentam dificuldades em dialogar sobre o relacionamento sexual. Em parte, essa dificuldade é uma herança proveniente de alguns conceitos errados. Por exemplo: “Sexo é pecado”; “Sexo é apenas para a procriação”. O sexo só é pecado quando praticado fora do casamento ou inspirado nas disfunções propagadas pelo mercado sujo do sexo deste nosso tempo. O diabo trabalha sempre em cima de extremos. Até a década de 1950, ele trabalhou no extremo de que tudo era pecado. Os pais não conversavam com os filhos a respeito de sexo. Às esposas, não era permitido o direito de sentir prazer, pois julgavam o ato apenas como fonte de procriação. Esta era uma doutrina enfatizada pela igreja católica, como segmento de um falso puritanismo. Filhos cheios de medo e revolta, esposas oprimidas e infelizes, maridos infiéis que buscavam satisfazer suas fantasias sexuais nos prostíbulos.

Com a revolução social dos anos 60, as pessoas passaram a descortinar o outro extremo: “tudo é permitido desde que você se satisfaça”. Esta foi a geração do “paz e amor”: sexo livre,  drogas, relacionamentos sem compromisso. Trinta anos depois, temos o homossexualismo, o lesbianismo, os filhos chamados de produção independente, o aborto, o adultério e o divórcio sendo encarados e praticados com uma boa dose de orgulho. Tanto num extremo quanto no outro, o objetivo daquele que se opõe à prática do bem é um só: destruir a família. A Bíblia, que é a Palavra do inventor do sexo, apresenta o equilíbrio, que traz segurança e realização ao homem. Precisamos, portanto, conhecer o que a Bíblia fala sobre sexo, pois ainda que ela não apresente explicitamente respostas a todos os questionamentos, temos, entretanto, com clareza, princípios gerais de vida que devem pontilhar nossa estrada conjugal.

Pra. Iara Diniz

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A Família e a Crise Financeira

“A vontade de Deus é que no casamento, homem e mulher alcancem uma profunda união em todas as áreas de suas vidas, inclusive financeira”

Ao descobrir que o marido havia deixado de herança uma grande dívida, o que poderia separá-la dos filhos, uma viúva aflita procurou seu pastor. O marido fora um servo de Deus, mas suas decisões erradas puseram a família nessa grave situação.

O pastor aconselhou a mulher a reunir os filhos para orarem, a colocarem os recursos que tivessem diante de Deus e se disporem a agir. Através da obediência deles, o Senhor operou um milagre, providenciando mais do que haviam pedido. Então o pastor disse à mulher que pagasse toda a dívida e o resto fosse usado para o sustento da família. Essa história foi baseada em 2 Reis 4.1-7, mas isso não significa que fatos semelhantes não ocorram em nossos dias. A vontade de Deus é que no casamento, homem e mulher alcancem uma profunda união em todas as áreas de suas vidas, inclusive financeira.

O sucesso de um relacionamento matrimonial não requer que os cônjuges se anulem, mas depende da disposição deles de investirem em sua união, de caminharem juntos, deixando que o Senhor os transforme em uma só carne. Tenho observado que a administração financeira afasta os casais, gera mais desentendimentos do que harmonia. Os cônjuges discordam sobre a esposa trabalhar fora; disputam o controle das finanças; se acusam quando falta dinheiro; discutem porque cada um gostaria de ter uma dose maior de autonomia para gastar seu salário. Eles elegem o dinheiro como o grande problema da família, não admitindo que o que está faltando é amor, o amor que não busca os seus próprios interesses. “[…]

“Toda casa dividida contra si mesma não subsistirá”. (Mateus 12.25.) O casamento é um desafio e um convite à maturidade. Cuidar das finanças também. Ambos requerem responsabilidade e comprometimento. Há pessoas que estão com uma visão errada do casamento, privilegiando a individualidade e rejeitando a unidade que Deus deseja, o que abre portas para o conflito. Em uma pesquisa encomendada pela revista americana Forbes, 31% dos entrevistados afirmaram que mentem para os parceiros sobre dinheiro. É um resultado preocupante, mas que confirma a falta de entendimento dos casais. Esse tipo de comportamento atinge diretamente a relação, mas mesmo quando os cônjuges não vivenciam situações como essa, só o fato de haver uma crise financeira desgasta e expõe a união a um grande risco de rompimento.

Há condutas muito comuns que são danosas ao relacionamento, tais como: contrair dívidas e fazer compras sem o conhecimento do outro; esconder do parceiro o quanto se ganha; elaborar o controle financeiro, sem permitir que o cônjuge tenha acesso aos dados; não  colocar o outro a par de investimentos e direitos a receber; gastar parte do salário com seus desejos impedindo que o parceiro faça o mesmo; manter contas bancárias separadas; dividir a responsabilidade pelo pagamento das contas, mas com cada um cuidando apenas da sua  arte.

Durante uma crise financeira, o casal precisa manter-se unido, o que será um grande testemunho para os filhos. Ainda que a crise tenha sido motivada principalmente pela decisão errada de um dos cônjuges (geralmente do homem), num momento como esse a esposa deve ter uma atitude sábia e amorosa, colocando-se ao lado do marido incondicionalmente. Esse apoio é fundamental para aquele que já está abatido pelo fracasso. Estando em crise financeira os casais devem: orar juntos e orarem com os filhos (espera-se que cada cônjuge tenha sua vida devocional, mas o casamento requer o desenvolvimento de uma espiritualidade comum). Procurar conselho com pessoas piedosas e tementes a Deus (com os pais, pastores, líderes, irmãos na fé). Confiar e consagrar tudo o que têm ao Senhor, obedecendo fielmente à sua direção (pessoas endividadas costumam esperar por uma solução rápida, mas talvez o plano de Deus seja gerar aprendizado e crescimento, o que pode levar algum tempo). Priorizar o pagamento da dívida quando tiverem os recursos (algumas pessoas retardam a quitação das dívidas, por não abrirem mão de continuar a satisfazer seus desejos). Amado, considerai isso: Deus não quer que o seu povo viva atormentado e nem seja destruído pelas crises financeiras, mas a realidade é que a dívida habita na maioria dos lares. E àqueles que não estão debaixo desse jugo, digo: estejam atentos e sejam diligentes para que não vos sobrevenha coisa semelhante.

O Senhor abençoe você e toda a sua casa!

porEdificando Um Novo Lar

Socorro, tenho filhos adolescentes!

Socorro, tenho filhos adolescentes!

“Faz-se necessário, então, compreender o que está acontecendo, buscando fazer as devidas correções de rota, para que não percam o rumo nesta jornada de levar os filhos à maturidade”

“Socorro… Tenho filhos adolescentes!” Esta frase sugere pais de adolescentes em grandes dificuldades, podendo chegar à angústia e ao desespero – não sabendo o que fazer. É preciso se acalmar buscando conhecimento sobre essa fase de desenvolvimento do ser humano. Antes de qualquer coisa vale ressaltar que a adolescência, que tem início por volta dos 11 aos 13 anos e se estende até os 18 a 21 anos, é precedida pela infância. A infância é o tempo em que os pais devem se valer para o preparo espiritual, emocional e social de seus filhos, com vistas às fases seguintes. Todo edifício tem como início na sua edificação, os alicerces – que exigem muito esforço, diligência, discernimento e sabedoria. Quando as bases estão sólidas, erguer as paredes e colocar o telhado (adolescência) fica mais fácil. A idade adulta pode ser ilustrada pelo acabamento e decoração desta casa, que estará estruturada, segura e bela, compondo o cenário da sociedade. Entretanto, muitos pais desperdiçam os dez primeiros anos de vida de suas crianças, deixando de fazer os devidos investimentos de tempo, afeto, ensino e correção.

Assim a adolescência de seus pimpolhos os assalta com comportamentos assustadores, reações inesperadas, relações conflituosas – uma verdadeira crise. Faz-se necessário, então, compreender o que está acontecendo, buscando fazer as devidas correções de rota, para que não percam o rumo nesta jornada de levar os filhos à maturidade. A adolescência é marcada por transformações significativas no campo social – o grupo ganha mais significado do que a própria família – a imagem de pais heróis e perfeitos é desconstruída. O adolescente busca se firmar como um ser independente, ainda que dependa dos pais. Neste momento se estabelece um conflito, pois, se mostrando como dono da verdade e colocando em xeque a bagagem e posição dos pais, ao mesmo tempo, este ser que não é criança nem adulto, sente necessidades de limites, direcionamento e proteção. Devido à revolução hormonal que passa a experimentar, torna-se mais desajeitado (cresce de uma hora para outra) e inquieto, com muita energia a ser gasta, o que o faz buscar diversas atividades, especialmente ligadas ao grupo.

No físico, as transformações são notórias, caracterizadas pela puberdade, que denuncia a maturação sexual. Mocinhas e rapazinhos se vêem às voltas com a pele impregnada pela acne e com as mudanças próprias de cada um. Tais mudanças podem levar ao surgimento da timidez e uma introspecção maior. O interesse pelo sexo oposto aparece de maneira inconstante. A paixão que hoje queima o coração, amanhã desaparece como pétalas ao vento. As fantasias são intensificadas e parece que este ser em transição está sempre no “mundo da lua”. As emoções ficam mais afloradas, podendo apresentar crises de choro e certo descontrole. Quanto ao desenvolvimento cognitivo, mudanças extraordinárias ocorrem, levando o adolescente ao aumento das operações mentais, melhora da qualidade no processamento de informações e da modificação dos processos de pensamento que levam à formação da consciência.

As habilidades para áreas específicas do conhecimento passam a dar sinais mais evidentes e o desinteresse por tarefas rotineiras aumenta. Todas estas mudanças descritas se constituem num momento importante para a estruturação da identidade do sujeito. Assim, a adolescência pode ser vivida em família como um processo normal, bonito, construtivo e inspirador.

Pra. Iara Diniz

porEdificando Um Novo Lar

Você acha que o amor pode acabar?

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa”. (Eclesiástes 4:9-12)

Muitos jovens se relacionam embalados pela paixão, principalmente quando passam a ter intimidades. Ficam presos ou ligados um ao outro pela dependência física e, assim, chegam ao casamento sem nenhuma estrutura.

O que deve levar um homem ou uma mulher a se unirem é o verdadeiro amor, que se constitui no alicerce do casamento.

Em se tratando de amor, nossa inspiração deve estar fundamentada naquele que é o próprio amor – Deus. Ele é a fonte na qual buscamos esse óleo precioso, essência de suave fragrância que traz unção, perfume e beleza à vida a dois. Precisamos aplicar nosso coração ao conhecimento e ao aperfeiçoamento desse amor; aperfeiçoamento no que diz respeito à sua experimentação, pois o amor é perfeito em si mesmo.

O amor é algo que transcende os compartimentos das emoções, alcançando o espírito do homem e gerando motivação para atitudes práticas.

O amor não é apenas um sentimento que fica à espera de emoções. Partindo do princípio de que o amor é um mandamento do Senhor (Jo 15:12), precisamos nos dispor a amar, escolhendo amar o outro.

O amor nos dá a capacidade de dar-se um ao outro. Por muitas vezes, no cotidiano familiar, o amor veste a roupagem do sofrimento, num desejo incontido de ver o outro feliz.

No casamento, com o tempo, vamos conhecendo melhor um ao outro. E o verdadeiro amor nos ajuda a aceitar aquilo que não nos agrada. Ninguém é perfeito e certamente um cônjuge vai encontrar no outro algo que discorda, mas o amor o ajudará a entender e aceitar seu companheiro.

O amor de Deus tem como base o compromisso estabelecido conosco, mediante o sacrifício de seu Filho na cruz do Calvário. Deus é um Deus de alianças. Atualmente, muitos casamentos se desfazem por irresponsabilidade dos cônjuges, que tratam de maneira leviana o compromisso assumido diante de Deus e dos homens. Esse compromisso se completa no pacto de sangue, através do ato sexual, quando se tornam uma só carne. É preciso lembrar-nos deste compromisso para que possamos ser renovados em Deus para continuar firmes no propósito do casamento.

O amor que demonstra respeito, de forma que um cônjuge resguarde o outro, honrando-o, é fundamental para qualquer relacionamento. Assim como também, o amor descrito em Eclesiastes, capítulo 4, versos de 9 (citação inicial do texto) também se faz necessário para que o amor nunca acabe. É preciso que os cônjuges sejam companheiros em tudo e se motivem a caminhar em direção ao alvo. E este sim será um casamento sólido fortalecido pela terceira dobra que deve ser Jesus. É a presença de Jesus em nossas vidas que nos ajuda a caminhar em amor e a viver em comunhão com nosso cônjuge.

Estejam atentos também, maridos e esposas, aos desejos de seus companheiros. Alguns se satisfazem com presentes, outros com doces palavras, outros com um bom papo no sofá e outros apenas com uma bela mesa de jantar posta. Cada um de nós é um ser único e diferente. Cada um de nós tem sua forma de amar e de receber amor. Precisamos estar atentos aos nossos limites e ao do outro e também à essência de nosso cônjuge. Sempre vale a pena um esforço para agradar a quem se ama. Se tiver alguma dificuldade, recorra à terceira dobra do cordão: Jesus sempre está disponível a nos ensinar a amar.