Revendo nossa motivação

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Revendo nossa motivação

Category : Publicações ENL

Vamos pensar na motivação como uma força interna que nos impulsiona a determinada realização. Essa força é ativada a partir de necessidades, algumas comuns a todo ser humano e outras específicas conforme a realidade de cada um. Por exemplo, para uma pessoa faminta, a motivação de sobrevivência impulsiona-a para a busca de alimento.

De acordo com a teoria do psicólogo Abraham Maslow , a hierarquia de necessidades do ser humano tem, na sua base, as necessidades fisiológicas, que despertam motivos que as levem a evitar a fome, o frio, a sede e o calor excessivo. Uma vez que estas são supridas emergem outras necessidades: de segurança (evitação do perigo, garantia de bem-estar), de amor (que leva o ser humano a estabelecer vínculos afetivos, aceitação, inserção em grupos), de estima (responsável pela busca de realização, aprovação, competência e reconhecimento) e, por último, em estágio mais avançado, encontra-se a necessidade de auto-realização, que permite ao ser humano desenvolver suas capacidades potenciais e cumprir seus projetos pessoais.

Se Maslow fosse um cristão apaixonado por Jesus, possivelmente se lembraria de acrescentar, no topo dessa pirâmide motivacional, a necessidade mais excelente e mais nobre do ser humano, que é buscar fazer tudo para a glória de Deus, em obediência irrestrita, de acordo com o texto do apóstolo Paulo aos coríntios: “Quer comais, quer bebais (necessidades e motivações fisiológicas); ou façais qualquer outra coisa (incorpora todas as demais necessidades) fazei tudo para a glória de Deus” (I Co 10:31). Glorificar a Deus apresenta-se como a motivação primeira e última do verdadeiro crente. Alguns teóricos da psicologia não descobriram esta verdade, antes pelo contrário, alguns negaram a existência de Deus e assim negaram a maior necessidade do ser humano, que é estabelecer uma relação de intimidade com o Pai celestial, e a partir dessa estrita relação, agradar-Lhe o coração em todas as coisas – motivação correta.

Acontece que “fazer tudo para a glória de Deus” tornou-se um jargão no dialeto “crentês”, destituído do seu verdadeiro significado. Infelizmente, temos a tendência de tornar comum ou banalizar aquilo que é tão profundo e especial. Assim, como meros papagaios bem treinados, repetimos verdades extraordinárias sem a devida reflexão e atribuição de valor às mesmas. O que significa verdadeiramente buscar glorificar a Deus com nossas atitudes e realizações? Muitas vezes, pelo nosso coração ser enganoso (Jr 17:9), pensamos que estamos glorificando a Deus, quando, na verdade, são os nossos desejos mais egoístas e hedonistas que gerenciam nossas atitudes. O que Deus realmente quer que façamos para Sua glória ou o que fazemos buscando nossa própria glória? São perguntas a serem pensadas e respondidas com o máximo de clareza e sinceridade. São perguntas que ninguém poderá responder por nós a não ser nós mesmos, com o auxílio do doce Espírito Santo que nos conhece pelo avesso.

Em se tratando de motivação, tudo é, às vezes, tão sutil e tão dissimulado. Ao repassar meu arquivo de memória, chego a uma cena ocorrida dentro de um ônibus, certa manhã, quando me deslocava para o primeiro dia como professora de um seminário. Meu coração estava apreensivo, e alguns pensamentos inundaram minha mente como: “Senhor, o que vou fazer naquele lugar? Aquela turma sabe teologia muito mais do que eu. Aliás, eu não sei nada de teologia. Posso envergonhar o Teu nome”. Docemente, o Espírito de Deus interrompeu-me dizendo: “Você não está preocupada com o Meu nome, mas sim com o seu. Se você estivesse preocupada com o Meu nome, você descansaria em mim, pois sou Eu quem a quer ali e sou Eu quem usa você. Mas você está com medo de ser envergonhada, preocupada consigo mesma e com a sua própria reputação”. Depois desse diálogo interno com o Espírito Santo só me restou corar de vergonha e pedir perdão ao Senhor, confessando meu pecado de colocar a necessidade de estima (realização, aprovação, competência e reconhecimento) acima da necessidade de fazer tudo para a glória de Deus. O Senhor, através do profeta Jeremias, disse que: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações” (Jr 17:9-10).

Então, qual a sua motivação?

(trecho extraído do livro “Ativismo Religioso – A família e a igreja” – Iara Diniz)


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Reflexão do Dia

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha (Mateus 7:24-25). O lar edificado na Rocha está seguro porque seus fundamentos são sólidos. Esta casa é constituída por um homem que reconhece e pratica suas responsabilidades contidas na Palavra na condição de marido. Entende a necessidade de amar sua esposa como Cristo amou a igreja. Busca satisfazer os desejos de seu coração, a acolhe, sustenta e lhe faz bem. Ele tem o entendimento de que, se não cumprir com as determinações contidas nas Sagradas Escrituras não lhe será possível ser bem sucedido. Por maior que seja seu sucesso na vida profissional, na sociedade e no ministério, se não estiver cumprindo com seu papel dentro de casa, não será um homem feliz. Este lar ainda tem uma mulher consciente de que Deus a colocou como auxiliadora idônea e como tal deve proceder. Honra e respeita o marido, lhe faz bem todos os dias e cuida para que sua casa esteja sempre organizada. Se ela não se posicionar como alguém que reconhece a posição de seu marido, sofrerá muitos reveses, pois terá a tendência de agir por conta própria, entrar em competição com ele e provocar situações de conflitos. Sabe-se que a família está sujeita a enfrentar a chuva, tempestades, ventos fortes que sopram tentando abalar sua estrutura. No entanto, apesar de todas as adversidades, ela permanecerá firme, equilibrada e não será abalada pelas intempéries, pois tem um homem e uma mulher prudentes e que edificaram sua casa em firmes fundamentos. Por ser firmado na Rocha este lar será sempre um local de adoração, um porto seguro, onde cada pessoa sentirá segurança. Nada abala a fé e convicção de que Deus está no controle. Os filhos aprendem com o bom exemplo de seus pais e crescem ampliando o conhecimento para também ajudarem na edificação de seu lar em Cristo. Mais tarde, quando se casarem seus lares serão igualmente firmados na Rocha porque aprenderam, desde a tenra idade... Continua:

Uma foto publicada por Ciro Eustáquio Lima de Paula (@ciro.depaula) em